quinta-feira, 7 de julho de 2011

Convencer indivíduos?

Não, absolutamente! A Doutrina Espírita não está no mundo para convencer ou converter pessoas. Ela é para todos, mas nem todos conseguem ainda compreender-lhe os fundamentos e objetivos. Aliás, um de seus códigos é o respeito às crenças alheias e à liberdade de opção filosófica ou religiosa de cada pessoa.
 Adeptos desavisados poderão querer convencer à força, por interesses variados, alguma pessoa considerada importante socialmente ou simplesmente a título de provar que estamos com a verdade. Ora, são práticas ingênuas estas.
O Espiritismo não pretende monopolizar a verdade, pois entende que as variadas interpretações religiosas contêm em seus fundamentos parcelas e contribuições importantes para conduzir a criatura humana até Deus e na compreensão da finalidade de viver.
Coloca-se, isso sim, à disposição para quem quiser conhecê-la. E oferece liberdade de aceitar ou não seus princípios, cuja aceitação é fruto de amadurecimento do raciocínio e da reflexão continuada de seus ensinos.
Na Revista Espírita de fevereiro de 1865 (edição EDICEL, tradução de Júlio Abreu Filho), Allan Kardec teceu valiosos comentários sobre a questão, reunindo diversas respostas recebidas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Com o título Obras-Primas por via mediúnica, ponderou o Codificador, após bem elaborada argumentação sobre aquilo que vem dos espíritos:
“(...) Os Espíritos buscam convencer as massas, e não este ou aquele indivíduo, porque a opinião das massas faz lei, enquanto que os indivíduos são unidades perdidas na multidão. Eis porque dão pouco valor aos obstinados que os querem levar à força. Sabem muito bem que mais cedo ou mais tarde terão de curvar-se ante a força da opinião. Os Espíritos não se submetem aos caprichos de ninguém; para convencer empregam os meios que querem, conforme os indivíduos e as circunstâncias. (...)”
O leitor perceberá que o verbo convencer, aqui empregado por Kardec, não tem a mesma conotação daquele empregado como título e mesmo nas primeiras linhas da presente matéria. Aqui, o sentido é do espalhar das revelações, colocando-as à disposição de todos, como anteriormente comentado. E o fazem mesmo de forma generalizada, fazendo chegar seus ensinos a toda parte, por diferentes médiuns e por diferentes meios, provando realmente a universalidade do ensino básico da imortalidade e da comunicabilidade dos próprios espíritos.
E, ponderando na seqüência do texto... (...) Mas não percais o vosso tempo com os cegos que não querem ver (...), indaga se isso não seria faltar à caridade? E aí vem a exuberante colocação: (...) Não, pois para estes será apenas um retardo. Enquanto perdeis o tempo com eles, negligenciais dar consolações a uma porção de gente necessitada e que aceitaria com alegria o pão da vida que lhes oferecêsseis. (...). Belíssima colocação, sem dúvida, digna de nossa mais alta atenção! Sem tentar convencer, mas vivendo na prática o amor ao semelhante.   

Orson Peter Carrara
Autor: Vanda Simões
E-mail: vanda@elo.com.br
Jesus e os dias de hoje

Aqueles dias, nos quais esteve Jesus cantando as glórias de Deus, pelas terras da Palestina, eram dias de grandes dificuldades morais.
As aflições, dramas pessoais, dificuldades de relacionamento, de entendimento entre povos e culturas faziam-se constantes.
A incompreensão, o preconceito, a preocupação com a aparência externa e com o aspecto social era a tônica, nos relacionamentos, principalmente nas classes mais abastadas.
Não muito diferente dos dias de hoje. Em termos morais e valores íntimos, ainda somos muito parecidos com aqueles que encontraram Jesus, durante Seu périplo de amor.
Os dramas vivenciados há mais de dois mil anos, na intimidade daquele povo, se assemelham muito aos desafios emocionais que hoje enfrentamos.
Por isso, os conselhos de Jesus são ainda tão atuais.
Ele falava para um povo que vivia em um mundo sem recursos tecnológicos, utilizava de analogias e comparações que pudessem ser compreendidas, pelas gentes simples.
Não obstante, Seus conceitos e orientações são ainda atuais.
Jesus não Se preocupava com as coisas do mundo. Ensinava as coisas da alma.
Sem preocupar-Se com os valores temporais, era, por excelência, o Sábio dos valores da alma, que os conhecia em profundidade.
Assim, Seus conceitos atravessaram os séculos chegando até nós com atualidade arrebatadora.
Nestes dias onde o estresse emocional e a ansiedade são doenças crônicas, Jesus nos aconselha a deixar a cada dia suas próprias preocupações e necessidades, sem nos afligirmos com o futuro desconhecido.
Ensina-nos a ter confiança e fé em Deus. Serve-Se do exemplo das aves dos céus, que não semeiam, nem ceifam e dos lírios do campo, que não tecem, nem fiam, mas têm uma beleza incomparável, para falar da Providência Divina.
Alerta-nos a não termos atitude inercial, esperando um salvacionismo ilusório, dizendo-nos que é necessário buscar para achar e bater para que as portas se abram.
Nestes dias onde, muitas vezes, nos colocamos como omissos e descomprometidos com nossa vida em sociedade, Jesus nos fala que somos o sal da Terra. E o sal deve atender à sua finalidade de preservação e de sabor.
Quando se mostra tão frequente o descrédito com o ser humano, Jesus nos alerta que somos a luz do mundo e que devemos fazê-la brilhar em nós, através das boas obras que somos capazes de executar.
Nestes dias onde o ter costuma sobrepujar o ser, onde a cobiça e o comprar são as grandes sensações, é Jesus que nos alerta para não nos preocuparmos com tesouros que a traça e a corrosão consomem.
E mais: que onde estiver nosso tesouro, aí estará nosso coração.
Os conceitos de Jesus talvez jamais tenham sido tão importantes como nos dias desafiadores que registra a Humanidade.
Nestes dias, onde os valores e as instituições são questionadas e abalam-se, perante a sociedade e os homens, Jesus prossegue como Modelo e Guia.
É Ele a referência indispensável para bem atravessarmos os mares encapelados da atualidade, para que Sua luz seja o farol que nos haverá de conduzir ao porto seguro que nos aguarda, após a tempestade.

Redação do Momento Espírita.

sexta-feira, 1 de julho de 2011


De acordo com dados da Anatel, 82,19% dos chips no Brasil (ou 159,8 milhões) são usados para serviços pré-pagos, seja para acesso à internet ou para ligações. Diante da grande maioria de usuários que utiliza serviços pré-pagos, o UOL Tecnologia reuniu uma série de direitos e características de como o serviço deve ser prestado ao cliente pelas operadoras. Uma opção simples que pode evitar cobrança indevida é a possibilidade de o cliente pré-pago pedir um extrato com detalhes de faturamento de sua linha; Confira abaixo alguns direitos:

Caso o usuário ache que os créditos dele estão acabando rápido, a operadora fornece algum tipo de extrato detalhado?
Todos os usuários têm o direito de receber, sem precisar pagar nenhum tipo de taxa, um relatório detalhado com os serviços prestados a ele. Nesse extrato, as informações mínimas que devem constar são: área de registro de origem, data e horário, duração da chamada e valor. O cliente pode, inclusive, pedir que o relatório seja enviado periodicamente.
Para receber o relatório, o usuário deve ligar para a central de atendimento de sua operadora, falar com algum atendente e solicitar.
Leia mais
Se estou fora da minha área de cobertura e atendo uma ligação, meus créditos são gastos?
Depende. Só será cobrado no caso de o usuário estiver fora de sua área de mobilidade (Estado onde cadastrou o telefone). Por exemplo, o cliente tem um celular cadastrado no DDD 11 (São Paulo) e vai para Porto Alegre, cujo DDD é 51. Se alguém ligar e essa pessoa atender, os créditos do usuário vão ser gastos, pois está fora de sua área.
Agora se a pessoa adquiriu um celular em São Paulo e for para outra cidade dentro do Estado, por exemplo, Santos (código 13), os créditos não serão gastos para o atendimento.

Existe portabilidade para celular pré-pago?
Sim, existe portabilidade para usuários pré-pagos. Porém, a portabilidade deve ser feita na mesma área de DDD em que ele vive.
O processo para mudança de operadora é simples: basta o cliente se dirigir a uma loja da operadora para a qual quer migrar e informar os dados pessoais, telefone e prestadora atual. Após isso, é gerado um número de processo e estabelecida uma data para a mudança. O valor máximo estabelecido pela Anatel para a operação é R$ 4, mas a maioria das operadoras não cobra.

Qual é a data de validade dos créditos?
De acordo com a Regulamentação do Serviço Móvel Pessoal, publicado pela Anatel em 2007, as operadoras devem fornecer carga para pré-pagos com validade mínima de 90 dias ou validade máxima de até 180 dias. No entanto, a lei não impede que empresas comercializem cargas de uso rápido, com valor e validade menores que as datas estabelecidas.
Em linhas gerais esse prazo existe, segundo a SindiTelebrasil  -- sindicato que defende as empresas de telefonia e serviço móvel – para que haja um equilíbrio econômico das atividades, pois todos os anos as operadoras de celular devem pagar uma taxa de R$ 13,41 para o Fistel (Fundo de fiscalização das telecomunicações) independente de a linha estar ativa ou não.

Se vencerem meus créditos e ainda não tiver utilizado tudo, eu perco dinheiro?
Caso expirem os créditos do usuário e ele ainda tiver saldo, a carga voltará para a linha assim que ele inserir mais créditos em seu celular pré-pago.

Eu preciso pagar alguma taxa para verificar o saldo dos meus créditos?
Segundo a Regulamentação do Serviço Móvel Pessoal, “a prestadora deve possibilitar a consulta a saldo de créditos por meio do Centro de Atendimento de forma gratuita.”

Para mudar de pós-pago para pré-pago é necessário pagar algum tipo de taxa?
Normalmente não. O que pode fazer com que um cliente pague por essa mudança é se ele romper a fidelização causada pela comprar de um aparelho subsidiado (com desconto dado pela operadora) ou de alguma promoção. O prazo máximo que uma operadora pode fidelizar um cliente é 12 meses.

Quais os tipos de chamadas que o usuário pode fazer gratuitamente?
Além de ligações para a própria central de atendimento da operadora, o cliente pré-pago, mesmo se não tiver créditos, poderá ligar para as polícias civil e militar, para o corpo de bombeiros, defesa civil e serviço público de remoção de doentes.

 
VIDEOS E FILMES COM TEMAS DE ESPIRITUALIDADE:


1 - O Pássaro Azul - Filme Completo - (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/172

2 - Em Nome de Deus - Filme Completo - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/171

3- O Último Espírito - Filme Completo - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/170

4 - Chico Xavier - Brilha Uma Luz no Horizonte - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/169

5- Ressurreição - RARIDADE! - INÉDITO! - (Filme)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/168

6 - Perda de Pessoas Amadas - Palestra de Nazareno Feitosa - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/167

7 - Bezerra de Menezes: O Apóstolo da Caridade - Palestra Nazareno Feitosa -
(Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/166

8 - Jacob Melo - Passe: O Magnetismo Espírita - Teoria e Prática - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/165

9 - Frederico Menezes - A Transição do Planeta Após 150 Anos - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/164

10 - Reencarnação - A Lógica Reencarnacionista - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/162

11- Os Espíritos e os Efeitos Físicos - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/161

12 - A Influência Espiritual - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/160

13 - A Atitude Mental - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/159

14 - Perturbação Espiritual - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/158

15 - Sobre a Morte e o Morrer - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/156

16 - Quando os Anjos Falam - (Filme Completo)

IMPERDÍVEL!!!http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/153

17 - A Corrente do Bem - (Filme Completo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/151

18 - Dr. Bezerra de Menezes - O Diário de Um Espírito - (Filme Completo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/150

19 - Chico Xavier - 1977 - 50 Anos de Mediunidade - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/149

20 - Divaldo P. Franco - Evangelho e Vida - O Poder da Oração - (Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/148
(Informação recebida em email de Nilberto)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A imensa alegria de servir


Toda natureza é um desejo de serviço.
Serve a nuvem, serve o vento, serve o sulco.
Onde houver uma árvore para plantar,planta-a tu.
Onde houver um erro para corrigir,corrige-o tu.
Onde houver uma tarefa que todos recusem,aceita-a tu.

Sê quem tira:
a pedra do caminho,
o ódio dos corações
e as dificuldades dos problemas.

Há a alegria de ser sincero e de ser justo.
Há, porém, mais do que isso,
a imensa alegria de servir.

Como seria triste o mundo
se tudo já estivesse feito,
se não houvesse uma roseira para plantar,
uma iniciativa para lutar!

Não te seduzam as obras fáceis.
É belo fazer tudo que os outros se recusam a executar.
Não cometas, porém, o erro
de pensar que só tem merecimento executar as grandes obras.
Há pequenos préstimos que são bons serviços:
enfeitar uma mesa.
Arrumar uns livros.
Pentear uma criança.

Aquele é quem critica,
este é quem destrói;
sê tu quem serve.

Servir não é próprio dos seres inferiores:
Deus, que nos dá fruto e luz,serve.
Poderia chamar-se: O Servidor.
E tem os Seus olhos fixos nas nossas mãos
e pergunta-nos todos os dias:
Serviste hoje?
*   *   *
Gabriela Mistral, poetisa chilena, em seu belíssimo poema nos emociona com uma proposta de vida maravilhosa.
O Poeta dos poetas, certa vez também afirmou que quem desejasse ser o primeiro, fosse o servo de todos.
Servir é a receita infalível da felicidade presente e futura.
Presente, pois quem serve, quem se doa, quem ajuda, já recebe no coração a paz que tal ato propicia. Uma paz sem igual: a paz da consciência tranquila.
Futura, pois quem serve semeia concórdia, fraternidade – merecendo colher o mesmo nos passos seguintes da existência imortal do Espírito.
Todo dia nos apresenta diversas oportunidades de servir. Que possamos estar atentos a elas, e não desperdiçar nenhuma chance, nenhuma dessas experiências enriquecedoras.
Parafraseando a poetisa, perguntamos: Você já serviu hoje?

Retirado do site Momento Espírita com base no poema A imensa alegria de servir, de Gabriela Mistral.
Em 27.06.2011.
Um mundo de atraso
Texto publicado em 08/10/2009. Estamos em 30/06/2011. Leia e compare se houve mudanças significativas. Reflita.
Avizinha-se o ano dois mil. Em todos os tempos houve uma grande expectativa em torno desta época. Os antigos diziam que tudo aconteceria ao mundo antes desse tempo. As previsões apocalípticas, ou melhor, as interpretações dadas aos escritos do profeta, eram todas centradas em torno desta famigerada data. O homem avançou, as ciências ultrapassam barreiras jamais imaginadas, o ano dois mil chega e nada acontece. Pelo menos no sentido que muitos esperavam.
Fazendo uma reflexão sob o ponto de vista evolutivo do planeta, pode-se sentir que convive-se com algo de muito grave e estranho. O mundo clama por medidas saneadoras urgentes. O homem perdeu sua compostura moral. Nada o faz recuar diante do lucro, móvel de todas as suas ambições. O que acontece hoje no planeta ultrapassa em muito a capacidade de compreensão dos que não vêem a vida além da matéria. Como compreender tal coisa? O mundo piorou? Os homens pioraram? Mas não se propala que estamos entrando na famosa Nova Era e que o mundo nunca esteve tão bem? São indagações inquietantes que povoam as mentes nesta época de confusão, sofrimento e dor.
O que pode justificar, por exemplo, o que acontece com os meninos infratores neste país? Todos nós, participantes ativos desta sociedade, sabemos disso. Mas quando lemos uma matéria como a que saiu em revista de circulação nacional nesta semana, sobre a situação dos meninos e da instituição que foi criada para ampará-los, a sensação de fracasso é inevitável. "Aquilo é o inferno", foi a declaração do presidente do Sindicato dos Monitores da Febem. Declarações que calam fundo em nossas consciências de cristãos, que acreditamos ser irmãos de fato. Mas onde a irmandade nisso? Como podemos asserenar-nos encarando coisas dessa natureza com a normalidade de Pilatos? São crianças, não podemos esquecer. Por mais que cometam crimes, grandes ou pequenos, são criaturas ainda em formação, que por razões que se conhece de sobra, adentram numa dura realidade, deixando de lado seus sonhos, fantasias e necessidades.
O relato do monitor é pungente. Sofre também por saber-se responsável por aqueles indivíduos, e por saber que nada pode fazer por eles. Pelo menos dentro da posição em que se encontra. São encarados como marginais e o medo, a desconfiança e o poder são as marcas da dura convivência entre eles. De fato, é incompreensível. A instituição tem por objetivo promover o bem estar do menor. Promove invariavelmente sua formação delinquente. Os que estão ali sabem que quando se livrarem daqueles portões poderão retornar e eles ou a outros piores, pois irão para as ruas cometer delitos ainda maiores. Lá, não lhes foi dada nenhuma chance de modificar conceitos, ou alguma forma de trabalhar seus problemas pessoais. Foi-lhe ensinada a lei do mais forte. E o mais forte é quem comete mais crimes, quem faz a cara mais feia, quem odeia mais o monitor.
Dirão alguns dos que se ocupam em ler estes escritos que isso é apenas uma face dos problemas e que a realidade não pode ser tão feia assim. A realidade, na verdade, é bem pior. A sociedade brasileira sabe que o governo até hoje não encontrou solução para o menor delinquente. E não encontrará enquanto quiser atacar o problema em seu efeito, sem considerar a causa. Cria programas, instituições, conselhos disso, comissão daquilo, discute inutilidades e nada faz. A questão é: porque o menor vai paras as ruas? Sabe-se por que. Enquanto não houver uma justa distribuição de rendas e uma atenção adequada à educação, de nada adiantam medidas paliativas nessa direção. Os meninos que estão trancafiados naquele Carandiru mirim não são os ricos, mas os pobres, os com formação moral e intelectual deficientes, os de pais que trabalham, mas que nada possuem por possuírem um arremedo de salário, os de pais que vivem da comiseração pública, os que não têm pais, os que têm pais mas moram em outros estados e por aí vai. São crianças sem perspectivas de vida digna que vão para as ruas e defrontam-se com essa desigualdade aviltante que existe neste país de 30 milhões de miseráveis.
Apelar para quem? Nosso sistema judiciário, legislativo e executivo parece podre. Nossos meninos infratores parecem anjinhos perto dos delitos cometidos por esses, que afinal são os nossos representantes. Hoje, não temos segurança em nada, no aspecto da cidadania. Estamos envoltos em um mar de denúncias jamais visto. Não se sabe mais qual foi a última, tantas são as imoralidades registradas. Os focos de destrambelho se multiplicam e aqui ficamos atônitos, com mais um, dois, três, dez relatos de situações ilícitas envolvendo pessoas consideradas idôneas, do ponto de vista social e político. Podemos ter esperanças de que daqui a um pouco esse panorama se modificará? Se temos conhecimento que o mundo só será melhor quando os homens forem melhores, como isso se dará? Teremos que aguardar ainda por quanto tempo até que o homem se decida por uma conduta d igna?
Sabe-se que de alguma forma o mundo entrará em fase de melhoria, em tempos que não se pode precisar. A impressão que se tem é que haverá uma grande tempestade, arrastando do mundo os miasmas insalubres, para depois descer sobre a Terra as chuvas saneadoras que a farão produzir mais e melhor. A metáfora bem serve para pensarmos de que forma isso se dará. Decerto não será esperando que o homem acorde agora para o fato de que ele é um ser universal e que existem leis que o regem. Leis imutáveis que quando infringidas criam inevitavelmente situações de graves compromissos, tal qual as leis civis tão habilmente criadas por eles. A humanidade encontra-se adormecida para esse fato. É difícil para um mundo, onde os valores são conferidos pelo tanto de cifras acumuladas, ou de títulos adquiridos, pensar de forma diferente em pouco tempo. Trabalhar pelo bem com um é apenas retórica. Os sete países mais ricos lutam para continuar mais ricos sempre e parecem fazer um esforço para que outros não façam parte desse seleto grupo. Coisas do materialismo.
O que falta para que a humanidade entre na compreensão das coisas essenciais? Simples. Falta mudar seu ponto de vista sobre a vida. Enquanto achar que a vida se resume entre o nascer e o morrer e que mais vale juntar tesouros na terra do que no reino do Espírito, estará sempre trilhando caminhos que o levarão cada vez mais para a destruição de si mesmo. A sociedade atual dá mostras cabais de sua decadência, por conta desse pensamento. Se não existe nada além do presente, porque o homem lutaria para ter uma vida melhor em termos morais? Nada mais coerente que lutar para ter bens e se locupletar deles, enquanto vivo. E aí se justificam as insanidades que realiza para adquirir os desejados valores transitórios, ou seja, dinheiro, fama e poder. O sentido niilista da vida aniquila no homem o que ele tem de mais importante, limita sua visão de mundo e destrói su as potencialidades de crescimento.
Se, ao contrário, raciocinar com a visão imortalista poderá mudar radicalmente seus interesses e voltar-se para uma prática superior de vida, centrando sua atenção no crescimento individual e coletivo. Sabedor da transitoriedade de tudo, aproveitará a oportunidade da vida para angariar para si os valores imperecíveis do Espírito, dando apenas um valor relativo aos bens perecíveis da matéria. Saberá, por exemplo, que se estiver de posse de uma tarefa, qualquer que seja, terá contas a prestar no tribunal de sua consciência, e que Deus que lhe deu tudo, poderá tudo lhe retirar também, se mau uso fizer de suas faculdades e compromissos assumidos com a vida. Os homens públicos tratariam das coisas públicas com o devido respeito, pois saberiam que estão em uma missão de muita gravidade, afinal muitas vidas dependem de suas ações no campo das realizações políticas e sociais. Tratariam de formular leis mais justas e realizar esforços no sentido de promover o bem comum. A educação cuidadosa daria à criança a noção de sua condição de cidadão e mais tarde a consciência ao homem de sua universalidade.
Este é o panorama do mundo de regeneração que se aproxima. A humanidade há que entrar nesse entendimento de uma forma ou de outra. A doutrina da fraternidade deverá permear todas as crenças e Jesus, iluminado Espírito que conduz todo esse processo, poderá finalmente pensar que valeu seu esforço quando aqui chegou há dois milênios para deixar uma mensagem de humildade e retidão para uma humanidade entregue à escuridão da ignorância. Com a visão imortalista a explicação para os problemas será de mais fácil aceitação, pois o homem saberá que, se passa por situações de dificuldades certamente é por estar sob o jugo de uma lei, agora para ele não mais desconhecida. Leis universais de equilíbrio que o fazem compreender o mecanismo dinâmico da vida e suas consequências.
Resta saber quando entraremos nessa ventura. O tempo, ninguém o sabe, disse Jesus. Mas pode-se antever, pela situação de descontrole atual, que ele não tarda. Bom que se faça uma reflexão no sentido de nos situarmos diante desse contexto. Estaremos contribuindo para a regeneração do planeta ou para a sua perdição? Os que estiverem dançando conforme a música do mundo não terão vez na nova casa. Quando tiver acabado sua jornada terrena, não retornarão tão cedo para este planeta. Habitarão mundos condizentes com sua atitude mental de atraso e concupiscência.

Autor: Vanda Simões
E-mail: vanda@elo.com.br
Albert Schweitzer
Conheça quem  foi “Albert Schweitzer”, e  seu  trabalho.


Albert Schweitzer
Nascimento            14 de janeiro de 1875
Kaysersberg
Morte 4 de setembro de 1965 (90 anos)
Lambaréné
Nacionalidade      Alemão (1875-1919),  francês (1919-1965)
Campo(s)    Teologia, filosofia, música, medicina
Prêmio(s)      Prêmio Goethe (1928),  Nobel da Paz (1952)



Albert Schweitzer (Kaysersberg, 14 de janeiro de 1875 – Lambaréné, 4 de setembro de 1965) foi um teólogo, músico, filósofo e médico alemão, nascido na Alsácia, então parte do Império Alemão (atualmente, uma região administrativa francesa)
Formou-se em teologia e filosofia na Universidade de Strasburgo, onde, em 1901, o nomearam docente. Tornou-se também um dos melhores intérpretes de Bach e uma autoridade na construção de órgãos.
Aos trinta anos, gozava de uma posição invejável: trabalhava numa das mais notáveis universidades europeias; tinha uma grande reputação como músico e prestígio como pastor de sua Igreja. Porém, isto não era suficiente para uma alma sempre pronta ao serviço. Dirigiu sua atenção para os africanos das colônias francesas que, numa total orfandade de cuidados e assistência médica, debatiam-se na dura vida da selva.
Em 1905, iniciou o curso de medicina, e seis anos mais tarde, já formado, casou-se e decidiu partir para Lambaréné, no Gabão, onde uma missão necessitava de médicos. Ao deparar-se com a falta de recursos iniciais, improvisou um consultório num antigo galinheiro e atendeu seus pacientes enfrentando obstáculos como o clima hostil, a falta de higiene, o idioma que não entendia, a carência de remédios e instrumental insuficiente. Tratava de mais de 40 doentes por dia e paralelamente ao serviço médico, ensinava o Evangelho com uma linguagem apropriada, dando exemplos tirados da natureza sobre a necessidade de agirem em beneficio do próximo.
Com o início da I Grande Guerra, os Schweitzer foram levados para a França, como prisioneiros de guerra. Passaram praticamente todo o período da guerra confinados num campo de concentração. Nesse período, Albert escreve sobre a decadência das civilizações.
Com o final da guerra, retoma seus trabalhos e, ante a visão de um mundo desmoronado, declara: “Começaremos novamente. Devemos dirigir nosso olhar para a humanidade”.
Realiza uma série de conferências, com o único intuito de colher fundos para reconstruir sua obra na África. Torna-se muito conhecido em todos os círculos intelectuais do continente, porém, a fama não o afasta dos seus projetos e sonhos.
Após sete anos de permanência na Europa, parte novamente para Lambarené. Dessa vez acompanhado de médicos e enfermeiras dispostos a ajudá-lo. O hospital é levantado numa área mais propícia, e com o auxílio de uma equipe de profissionais, Schweitzer pode dedicar algumas horas de seu dia a escrever livros, cuja renda contribuía para manter os pavilhões hospitalares.
Extasiou o mundo com sua vida e sua obra, e em 1952, recebe o Prêmio Nobel da Paz, como humilde homenagem a um “Grande Homem”.
Morreu em 4 de setembro de 1965, em Lambaréné, no Gabão
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